terça-feira, 25 de junho de 2013

Decisões...

Tomamos decisões todos os dias, a todo momento. Café? Açúcar ou adoçante?  Mas algumas decisões não são tão simples assim de serem tomadas.

Por muitas vezes nem mesmo enxergamos que temos que tomar a decisão.

Precisamos de um "start", algo que nos faça acordar, comigo foi assim...

Infância magra, adolescência dentro dos padrões “normais”, mas carregando uma genética poderosa, já na fase adulta começaram os problemas com a balança.

Vida ativa com esporte e muita correria com os estudos, mas ao final do colégio parei com tudo, a realidade batia a minha porta, minha família com dificuldades financeiras e eu as margens de completar 18 anos, tinha que trabalhar, tinha que arrumar um emprego e foi o que fiz.

E exatamente em 1995 começou minha vida sedentária, de casa para o trabalho, de trabalho para casa, almoço fora de casa todos os dias, sem muito critério na escolha dos alimentos, alguns anos se passaram nessa rotina, e enfim em 2000 comecei a faculdade, a rotina ficou ainda mais pesada e a alimentação muito mais prejudicada.

Os quilos a mais começaram a se acentuar e as dietas começavam a fazer parte da minha vida, acho que devo ter feito todas as já divulgadas até hoje, ah! Os inícios e desistências das academias também.

Casei-me em 2005, e a essa altura já acumulava muitos quilos acima do peso, em uma atitude de desespero resolvi fazer uma dieta drástica para entrar no vestido, fiz uma consulta a um endocrinologista onde consegui uma receita de mais um remedinho milagroso, e associado a isso adotei algumas dietas ou parte delas que para ao objetivo deu certo, no dia do meu casamento estava 15 kg mais magra, mas mesmo assim continuava acima do peso.

Mais três anos se passaram e meu IMC indicava obesidade grau 2, então iniciei algo novo para mim o Vigilantes do Peso, ao final de 12 semanas do programa havia emagrecido 11 kg, estava animada, e foi exatamente quando engravidei.

Durante a gestação ganhei 12 kg, que não perdi mais, quase quatro anos após o parto já ganhei mais quilos e meu IMC indica obesidade mórbida.

Depois de muita luta com a balança com minhas vontades e compulsões, pesando 120 kg, decidi fazer cirurgia bariátrica, após uma consulta que para mim seria rotina por conta de dor e queimação no estômago, consulta essa que quase perdi por não me lembrar com qual medico da lista dos disponíveis pelo convenio seria a consulta, já no Hospital conheci o Dr. Otávio.

Depois de me ouvir, me receitar um remédio e pedir uma endoscopia, ele me questionou sobre o meu peso, o que me surpreendeu muito na hora, fiquei sem graça e contei a ele que naquele mesmo dia pela manhã fui a uma consulta no endocrinologista e que iria começar uma nova dieta.

Conversamos mais sobre o assunto e ele me sugeriu a cirurgia, eu fiquei assustada, o argumentei que não tinha peso suficiente e após subir na balança e uma consulta a calculadora, veio o inevitável, IMC de 41,5 obesidade mórbida.

Mesmo assim achava que não era para mim, “imagina!” e pensei "eu cheguei ao ponto de precisar de cirurgia???". Pois é eu não tinha me dado conta... Saí do hospital atordoada. "Que absurdo! É claro que consigo emagrecer sozinha!".

Fui para a casa da minha mãe, já era hora do almoço, cheguei e comi, comi um prato de pedreiro, como dizem por ai. Contei para os meus pais sobre a consulta e me perguntava: “Será que o Dr Otávio foi o único que teve coragem para me falar a verdade?” foi então que meu pai me disse: “ele foi o único que te falou a verdade, não temos coragem para te falar que você esta muito acima do peso”.

Sai de lá mais calma, mas cheias de duvidas e conflitos e com a certeza de que eu não conseguia sozinha.

Pesquisei bastante, vi vídeos, li depoimentos, conversei com pessoas que fizeram a cirurgia e todos em unanimidade me falaram: “se soubessem dos benefícios teriam feito a cirurgia antes”.

Estava tomada a decisão!

Nenhum comentário:

Postar um comentário